Observação Noturna:
Desvendando o Céu e a História

Há milhares de anos a humanidade ergue os olhos para o céu com curiosidade.

Essa tela cintilante é matéria de estudos científicos, serve à contemplação, é inspiração para a mitologia e profecias. É um dos primeiros entretenimentos dos humanos.

À noite, é possível observar vários corpos celestes: estrelas, asteroides, cometas, planetas e … galáxias!

Nas grandes cidades, o excesso de luz, ofusca a visão, é por isso que nos espaços com menor iluminação conseguimos ver melhor esses tesouros celestes. Na prática, para contemplar o céu noturno, basta erguer os olhos para o alto. O que você vai conseguir ver depende da sua localização e da posição da terra em relação ao Sol. E o cenário também muda com as estações do ano. Se quisermos identificar os corpos celestes, precisamos de algumas dicas e ferramentas.

De onde vem o nome dos planetas, luas e estrelas?

Nosso planeta roda sem parar sobre o seu próprio eixo e gira em torno do Sol. O caminho percorrido pela Terra na sua órbita em volta do Sol chama-se elíptica. Não é por acaso que, há milhares de anos, os gregos usaram a forma elíptica para descrever as doze constelações do zodíaco.

Antigamente, cada civilização, nomeava as estrelas e planetas conforme sua língua, tradição etc.

Muitos nomes resistiram ao tempo. A estrela Aldebaran, por exemplo, foi batizada pelos árabes e significa “aquela que vem a seguir”, identificação que ganhou porque é a estrela situada logo depois do aglomerado estelar das Plêiades, na constelação de Touro. É a mais brilhante delas e por isso também é chamada de “Olho do Touro”. Na astrologia, Aldebaran é associada à integridade, liderança e sucesso.

Na bíblia, ela é citada como uma das quatro “Estrelas Reais”, a guardiã do leste. Já os nomes dos planetas são herança dos personagens da mitologia grega e romana. Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno são nomes de deuses gregos e romanos antigos. Mesmo Plutão, descoberto em 1930 e depois reclassificado como planeta anão, pela União Astronômica Internacional (IAU), recebeu o nome em homenagem ao deus romano dos mortos e do submundo. A única exceção é o nome do nosso planeta.

Os antigos gregos o chamaram de Gaia, a deusa que eles acreditavam que “dava à luz” a natureza, a origem de toda a vida. O equivalente romano de Gaia era Telos, que depois evoluiu para Terra, que vem do latim e significa “solo”.
Terra também tem raízes na palavra do inglês antigo “eorþe”, que tinha “chão”, “terra seca” e “país”, entre seus significados.

Ninguém sabe ao certo quando as pessoas começaram a usar palavras como “Terra” ou “Erde” para se referir ao planeta e não apenas ao solo. Já as luas, os satélites que orbitam os planetas, nem sempre têm nomes da mitologia. As luas de Urano receberam o nome de personagens do dramaturgo William Shakespeare e do poeta Alexander Pope.
Atualmente, em nome de novas descobertas astronômicas seguem regras da União Astronômica Internacional.

Dicas importantes para fazer uma boa Observação Noturna

O primeiro passo é escolher local e data. É importante escolher um lugar com pouca iluminação, assim será possível uma melhor observação, mesmo a olho nu, sem equipamentos. Sítios e propriedades longe das grandes cidades são ideais para essa aventura.

Depois, consulte as previsões meteorológicas e escolha uma noite com menos possibilidades de nuvens.
Em seguida, escolha um bom guia astronômico, existem várias opções de aplicativos que podem ser instalados no celular e vão te ajudar a entender o que está sendo avistado. À medida que a Terra gira em torno do Sol, as zonas visíveis do céu vão variando. Alguns aplicativos podem ser bem úteis.

Não esqueça de levar roupas quentes, mantas, comida e bebidas quentes que te façam sentir confortável.

Uma cadeira de jardim, daquelas que você quase se deita, também pode ajudar. Ela permite um melhor ângulo de observação, sem que você tenha dor no pescoço depois de olhar para cima durante muito tempo.

Equipamentos Recomendados:  É claro que o principal equipamento para ver os corpos celestes já trazemos de fábrica, são nossos olhos, nossa visão. Mas alguns instrumentos conseguem maior precisão e detalhamento do que conseguimos alcançar a olho nu.

Quem tiver acesso a um binóculo com boa qualidade de lentes já consegue observar as crateras da lua, aglomerados de estrelas e algumas nebulosas. Um bom ponto de partida é a configuração de 7 x 50. Sete vezes de magnificação + uma lente objetiva de 50 milímetros. Os astrónomos falam em “magnitude” para se referirem ao brilho dos corpos celestes.

Ao contemplar o céu com os dois olhos, obtemos um campo de visão mais amplo, o que pode facilitar a localização dos astros.

O melhor é providenciar um tripé ou um local de apoio para os braços, como os galhos de uma árvore, assim, é possível focar com mais nitidez.

Na astronomia, a maior parte dos objetos é pequena e de fraca visibilidade, por isso, o telescópio é o principal objeto de desejo dos amantes da astronomia. Ele aumenta o tamanho e o brilho dos corpos celestes e permite ver detalhes como a superfície da Lua, os anéis de Saturno e as tempestades em Júpiter.

Os principais tipos de telescópios são o refrator, que usa lentes; o refletor, que usa espelhos; e o catadióptrico, que combina lentes e espelhos para formar uma imagem. Cada tipo possui características diferentes que o tornam mais adequado para vários tipos de observação. Se você pretende comprar um telescópio, é interessante conversar com um especialista para obter o melhor custo-benefício nessa compra.

Caso você não queira investir em equipamentos e não tenha tempo para pesquisar dias e locais adequados, uma boa opção é procurar um espaço pensado para oferecer suporte tecnológico e de conhecimento. Em São Thomé das Letras, MG, a Gruta do Labirinto oferece um pacote com a visitação de uma gruta de formação arenítica e um passeio que inclui pôr-do-sol e observação noturna.

O que esperar da Observação Noturna na Gruta do Labirinto

O local fica em Sobradinho de Minas, distrito rural de São Thomé das Letras, no sul de Minas Gerais.
A experiência une natureza, aprendizado e contemplação. Primeiro os visitantes fazem a travessia pela Gruta do Labirinto. Um passeio com equipamentos de segurança, guiado por condutores ambientais que vão mostrar um ecossistema subterrâneo muito particular e a formação do nosso planeta.

Depois da passagem pela gruta, o grupo percorre uma trilha pelo cerrado até o observatório para assistir ao pôr do sol e o nascer da lua. Hora de um lanchinho com chás e quitutes mineiros e uma roda de conversa com histórias que atravessam a ciência, a filosofia, a história e a tradição popular.

Mapas astronômicos e ferramentas como binóculos, lunetas e telescópio ajudam a guiar os olhares para constelações, planetas e mistérios do firmamento. A caminhada de volta à recepção também faz parte da jornada, trazendo uma nova percepção do Cerrado e de sua riqueza natural.

Para encerrar, um delicioso caldo para nutrir e aquecer!!
Os passeios ocorrem em datas especiais, clique aqui para conferir e garantir o seu voucher!

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